A dermatologia regenerativa reúne um conjunto de recursos que atuam diretamente nos mecanismos biológicos da pele, como fibroblastos, colágeno, microcirculação e comunicação celular, em vez de apenas corrigir os sinais visíveis. São tecnologias que reparam, revitalizam e devolvem qualidade ao tecido cutâneo de forma progressiva e natural.
Recursos como NCTF, PDRN, exossomos, peptídeos bioestimuladores e a gordura autóloga rica em células-tronco fazem parte desse arsenal. Cada um tem um mecanismo de ação específico, e a combinação correta é definida a partir do diagnóstico individual de cada paciente.
Cada recurso regenerativo tem uma indicação específica, definida a partir da avaliação clínica individual.
Cada recurso atua em uma frente diferente da biologia da pele. Conheça o mecanismo de ação e as principais indicações de cada um deles.
O NCTF é uma solução de mesoterapia composta por ácido hialurônico não reticulado combinado a mais de 50 ingredientes revitalizantes: vitaminas, aminoácidos, coenzimas, ácidos nucleicos, minerais e antioxidantes. É aplicado em microinjeções na derme superficial, entregando nutrientes diretamente onde a pele mais precisa.
Diferente de um preenchedor, o NCTF não tem função volumizadora. Sua ação é nutritiva e revitalizante, melhorando a hidratação profunda, a luminosidade e a uniformidade da textura cutânea ao longo das sessões.
Os polidesoxirribonucleotídeos (PDRN) são fragmentos purificados de DNA, geralmente derivados do salmão ou da truta. Ao ativarem os receptores de adenosina A2A nas células da pele, estimulam a proliferação de fibroblastos, a síntese de colágeno tipos I e III e a angiogênese local.
Além do efeito regenerativo, o PDRN tem ação anti-inflamatória e antioxidante, favorecendo a reparação tecidual e a hidratação prolongada. É um dos recursos mais estudados da bioestimulação regenerativa atual.
Exossomos são pequenas vesículas extracelulares liberadas naturalmente pelas células, em especial pelas células-tronco mesenquimais. Funcionam como mensageiros biológicos, carregando proteínas, lipídios e fatores de crescimento que estimulam outras células a se regenerarem.
Na prática clínica, costumam ser aplicados de forma tópica após procedimentos que aumentam a permeabilidade da pele, como laser ou microagulhamento, potencializando a resposta regenerativa. É uma tecnologia em franca evolução, e a literatura científica ainda está em construção sobre seus protocolos ideais.
Peptídeos são pequenas cadeias de aminoácidos que atuam como sinalizadores para os fibroblastos, estimulando a produção de colágeno e elastina. Estão presentes tanto em bioestimuladores injetáveis como ácido poli-L-lático, hidroxiapatita de cálcio e policaprolactona, quanto em formulações tópicas de uso contínuo.
Ao serem aplicados na derme, desencadeiam uma resposta biológica controlada que estimula os fibroblastos a produzirem colágeno de forma gradual, com resultados gerados ao longo de várias semanas.
A lipoenxertia utiliza a própria gordura do paciente, extraída por microlipoaspiração e processada em diferentes granulometrias. O microfat tem partículas intermediárias e função volumizadora moderada, enquanto o nanofat é ultrafiltrado, não contém adipócitos viáveis e é extremamente rico na fração estromal vascular, concentrado de células-tronco derivadas do tecido adiposo.
Enquanto o microfat repõe volume em áreas específicas, o nanofat tem ação puramente regenerativa: melhora a qualidade da pele, a elasticidade e a textura em regiões delicadas, sem efeito de preenchimento.
Não existe um recurso regenerativo "melhor" isoladamente, existe o mais adequado para cada tipo de pele, queixa e objetivo. Por isso, o protocolo é sempre definido a partir de uma avaliação individual, podendo combinar mais de uma técnica.
Análise da qualidade da pele, queixa principal, histórico e expectativas do paciente.
Definição de qual ou quais tecnologias regenerativas são mais adequadas ao caso.
Procedimento realizado com técnica apropriada para cada ativo e região tratada.
Avaliação da resposta da pele ao longo das sessões, com ajustes quando necessário.
Os resultados de tratamentos regenerativos são progressivos e podem variar de paciente para paciente. A indicação de cada recurso depende de avaliação dermatológica presencial.