A olheira é uma das queixas mais comuns na dermatologia estética, mas raramente tem uma causa única. Ela pode ser resultado de perda de volume na região infraorbital, de vasos sanguíneos visíveis através da pele fina, ou de pigmentação aumentada na área ao redor dos olhos.
Identificar corretamente o tipo de olheira é o primeiro passo para um tratamento eficaz. Muitos pacientes apresentam mais de um tipo ao mesmo tempo, o que exige um protocolo combinado e personalizado, definido na consulta dermatológica.
A avaliação presencial é indispensável para identificar o tipo de olheira e indicar o protocolo mais adequado para cada paciente.
Cada tipo de olheira tem uma origem diferente e responde a abordagens específicas. Veja como identificamos e tratamos cada um deles.
Com o envelhecimento, há perda progressiva de gordura e colágeno na região infraorbital, formando um sulco que projeta sombra e dá a aparência de olheira escura. Nesse caso, a coloração não é causada por pigmento ou vasos, mas pela depressão estrutural da região.
É o tipo mais comum em pacientes a partir dos 30 anos e costuma ser acompanhado de aparência de cansaço e envelhecimento mesmo quando bem descansado.
Ocorre quando os vasos sanguíneos da região periorbital ficam visíveis através da pele, que nessa área é naturalmente muito fina. Os vasos projetam uma coloração avermelhada ou arroxeada, característica desse tipo de olheira.
Fatores como circulação local lenta, frio, sono insuficiente e predisposição genética podem intensificar a aparência vascular da região.
Causada pelo aumento de melanina na pele da região periorbital, resultando em uma coloração acastanhada ou escura. É frequentemente associada à predisposição genética, exposição solar, atrito ocular habitual e alguns tipos de dermatite.
É o tipo mais comum em pessoas de pele mais escura e costuma ser o mais desafiador de tratar, exigindo protocolos combinados e constância no tratamento.
Cada tipo de olheira tem uma origem diferente e responde apenas ao tratamento correto para sua causa. Usar o tratamento errado não gera resultado e pode desperdiçar tempo e recursos. Por isso, a avaliação presencial é sempre o ponto de partida.
A dermatologista analisa a coloração, a espessura da pele, a presença de sulco e outros sinais para identificar o tipo ou a combinação de tipos presentes.
A partir do diagnóstico, é definido um protocolo com os recursos mais adequados, que pode combinar mais de uma abordagem quando necessário.
O resultado é avaliado ao longo das sessões, com ajustes no protocolo conforme a resposta da pele de cada paciente.